
Apresentadora do Urbano é entrevista por Adriano Meneses
Ela trabalha no ambiente em que se sente à vontade. Em meio tendências E entretenimento, a ex-repórter do "Video Show" fala sobre rotina diária e também de suas preferências. Os aficionados por internet já devem ter esbarrado em algum conteúdo produzido e publicado online por ela . A jornalista Renata Simões é definitivamente um mulher bonita e uma figura que merece sempre destaque. As voltas com a nova temporada de Urbano seu programa no Multishow entre um e outro trabalho o Hip Hip Uha! falou com ela com exclusividade confira
Cidade onde nasceu:
Recife- PE. Minha família é de SP mas meus pais moraram 7 anos no
Recife, nasci no final desse período, fiquei apenas 7 meses na cidade
mas já deu para tomar sol na moleira, né?
Trabalhos:
Tive sorte de ter uma boa trajetória profissional. Ainda na faculdade
de jornalismo ingressei como assistente de produção da Canal Azul, uma
produtora de documentários submarinos captaneada pelo
mergulhador/cinegrafista e diretor Lawrence Wahba.
Depois fui para o Video Show, onde comecei como produtora e terminei
como apresentadora. Uma experiência inesquecível pois o programa era
diário e claro, aprender a trabalhar na Globo é uma oportunidade única
pela infra-estrutura da emissora.
Nesse meio tempo, escrevi para o Imusica.com.br, o primeiro site
brasileiro de compra e venda de mp3. eu fazia a cobertura de shows,
resenha de discos e entrevistas aqui em sp.
Ai chegou o multishow em 2004, de lá para cá apresentei o "Revista
Programe-se", uma grande agenda cultural; o Balada, que falava sobre
cultural urbana e o Urbano.
Formada na PUC de São Paulo, o que lembra dos tempos de bixete, porque jornalismo?
Jornalismo é um sonho desde adolescente, de ver a História acontecendo
na frente dos seus olhos e poder compartilhar aquilo com os outros.
Além disso no sonho Jornalismo permitiria que eu conhecesse o mundo
também. A única outra carreira que cogitei foi Diplomacia.
A PUC em 97, quando entrei, era uma delícia embora com alguns
problemas de estrutura. Tive grandes professores, principalmente nas
áreas de teologia e filosofia, até porque muito da prática mudou de lá
para cá. Comecei a trabalhar no 3o ano já. E foi pela PUC que consegui
ir estudar vídeo em NY, numa tv pública chamada DCTV, em 99
Você atua em rádio e em tevê, o que tem aprendido com as duas Mídias?
São mídias diferentes e complementares, isso é muito bacana, permite
desenvolver todas as extensões da profissão. O rádio te pede um
vocabulário maior, mais descritivo, te obriga a falar mais
pausadamente e articuladamente. A tv tem a preocupação com a imagem e
postura mas te ensina a "fechar" a matéria ainda na rua, a montá-la na
sua cabeça, por exemplo.
O que mais odeia na sua cidade – nas pessoas – na sociedade?
O mais difícil em SP é a poluição e o trânsito
o mais difícil nas pessoas é a falta de educação
o mais difícil na sociedade é a falta de consciência que estamos todos
juntos no mesmo barco/cidade/país/mundo
Qual o lugar mais bacana que você conheceu – conhece – quer conhecer?
Acho que Tokyo atualmente é o lugar mais bacana que conheci
O lugar mais bacana que conheço hj é o Le Jazz, um restaurante que
tenho ido bastante e que sempre me dá vontade de voltar
O lugar mais bacana que quero conhecer (em breve) é o resto do Japão
pois fiquei os 30 dias só em Tokyo. E a Turquia. E hong kong.
Livro – lendo – leu – quer ler…
Livro que estou lendo "Clarice", biografia por Benjamim Moses (acho)
Livro que li e adorei "A morte das grandes cidades" Jane Jacobs
Livro que quero ler…tem vários, sempre
Trilha sonora
Sou adicta a música, ouço bastante e sempre e tem a hora de tudo, do
jazz, da música experimental, da música instrumental, da eletrônica,
do rap, do rock. Adoro ter set de djs porque cada um te traz um clima.
Tela – cinema – tv – internet
To na fase de ir atrás de clássicos que não tinha assistido:
Apocalipse Now e O Iluminado foram os da semana. Amei. To assistindo
muito dvd mas não dispenso cinema, fui assistir Toy Story 3 em 3D na
segunda feira, adoro filme de animação.
Internet é vida, sempre. adoro experiências coletivas como Copa no Twitter.
TV é com hora marcada, atrás de programas que eu gosto como CQC,
séries (Big Bang Theory) e jornal
Quem é você afinal?
To tentando descobrir também.
Gosta de cultura, musica, musica eletrônica. É baladeira?
Balada pra mim significa um bom rolê, diurno ou noturno, pode ser pela
rua ou num bar, club, pista, galeria, casa. Cultura em geral me
interessa e música eletrônica é uma delícia. Adoro pista de dança, sou
baladeira (ainda) mas agora saio menos.
Fale um pouco do programa no radio
De Carona é um programa comandado por Joana Ceccato e eu nas tardes da
OIFM em sp, de 2af a 6af, das 17hs as 20hs. São pequenos blocos de
notícias diversas entre dicas de programação em SP, arquitetura e
cultura em gral. É muito focado na relação das pessoas com a cidade.
Também interferimos na programação musical, toca de tudo, é uma
delícia.
Você começou a trabalhar cedo com internet?
Sim, em 99 trabalhei no Imusica, o primeiro site brasileiro de compra
e venda de mp3 que mantinha uma revista on-line. Ali eu resenhava
discos e shows, entrevistava músicos, buscava notas em revistas
gringas e também comecei a me familiarizar com estrutura html.
E os blogs?
Trabalhar no site foi o incentivo que faltava para meu primeiro blog
nascer, chamava Não é Bolinho. Depois veio Dona Nilda, Renaite e
Avenida de Escândalo, que foi o último. Em breve quem sabe nasce um
novo?
Você mostra todas as curiosidades e tendências que só a maior cidade do Brasil consegue lançar. foi para o outro lado do mundo para conferir o que está fazendo sucesso nas ruas da capital do Japão. de onde veio a idéia como foi a experiência?
Ir ao Japão, principalmente Tóquio, sempre foi um sonho na minha vida,
a cidade sempre me fascinou. Quando pensávamos, ainda no ano passado,
em qual seria o futuro do programa, sugeri na cara dura a ida ao Japão
para a direção do Multishow e eles compraram a idéia, o que foi
sensacional. A experiência foi incrível e transformadora,
principalmente pela maneira que a cidade funciona, tão diferente da
nossa, assim como a própria sociedade japonesa que é o oposto
complementar da brasileira.
Urbano, programa que aborda a vida on e off line dos moradores das grandes cidades. foi idéia sua, Como é a produção do programa?
A produção do Urbano é uma delícia porque é construída em colaboração
com a equipe e com as pessoas que sugerem temas, lugares ou pessoas
que precisamos descobrir, além de proporcionar uma integração entre o
off e on line da vida cotidiana das pessoas que é bem interessante.
Semanalmente nos reunimos com as idéias e as sugestões que recebemos.
E aí dá-lhe discussão, papo e afins para descobrir o que pode gerar um
bom programa.
Montou um blog, postou fotos e vídeos, mostrando melhor o que descobriu , vi que foi fazer a unha, que as pessoas são multadas por andar calçadas, foi muito choque cultural, quantos episódios rendeu, qual a próxima expedição?
O mais difícil de lidar nessa viagem foi a diferença cultural. Era um
choque por dia, coisas que consideramos corriqueiras, como fazer a
unha, ganham outra dimensão lá por ter um valor diferente. Você pode
ser multado se usar sapatos dentro do apartamento porque lá é quase
"proibido" isso, é uma grande falta de higiene vestir sapatos dentro
de casa para eles. O programa estréia agora dia 7 de julho e terá a
duração de 12 episódios. Olha, confesso que tem assunto até para mais
programas mas algumas coisas irão direto para o site, que terá
conteúdo exclusivo. A próxima expedição ainda não foi definida mas por
mim pode ser uma cidade no Brasil ou do outro lado do mundo.
Figuras como o comerciante que vende discos brasileiros difíceis de encontrar até em São Paulo, um cabaré com shows de strip-tease. Qual foi a matéria mais bizarra de todo o programa, o Japão deixou alguma marca profunda? vi um post no blog que falava de saudades.
Sinto saudade diariamente de Tokyo e de suas peculiaridades. Sinto
saudade da conexão ultra veloz de internet, da delicadeza e cuidado do
povo japonês, assim como sua honra e firmeza no proceder com as
pessoas. Foram muitas as experiências e muitas as marcas que a cidade
nos deixou. Acho que a coisa mais bizarra ainda é algo comum para
eles, foi acompanhar a sessão de corte do atum no mercado de peixes.
Eles abrem o peixe (de 200kg) na hora, na sua frente, levantam pedaços
do peixe, os fregueses do restaurante ficam enlouquecidos e eu só
conseguia pensar na aflição de ver a carne enquanto o dono do
restaurante fatiava o peixe. traumático quase. Essa está no terceiro
programa, tem que assistir para entender
O que gosta de assistir?
Tudo: filme, seriados, programas de tv de viagem, de entrevista, jogos
de basquete ou futebol.
Gosta de pastel de feira?
Eu amo pastel de feira, alguém te contou?
Seria astronauta se não fosse jornalista, porque?
Ser astronauta é a única maneira de ver a Terra de fora, do alto do
céu. Precisa mais algum motivo, rs?
Sua melhor entrevista foi Com a Avril Lavigne, o que ela contou e você não publicou o colocou no ar, porque foi tão Boa?
Nossa…faz tanto tempo isso….acho que a Avril foi marcante por ter
sido a primeira vez que o Video Show me mandou como repórter para fora
do país, o que é parte da realização do sonho de jornalistar. Hoje
outras entrevistas, seja pelo entrevistado ou pela situação, me vem a
cabeça quando penso na melhor, mas sempre acho uma questão difícil de
responder porque cada uma te marca por uma razão.
Porque ir a Gráfica Fidalga?
Porque ela ia fechar (e fechou) e é um dos últimos espaços na cidade
que tem uma prensa para fazer lambe-lambre, e o dono tem um acervo de
posteres da escola modernista pois muitos artistas usavam aquela
prensa para fazer seu trabalho. Torço para que aquela máquina, antiga,
pesada, volte a funcionar.








